História do "Macaco de rabo Cortado" de António Torrado

 

Os alunos do 2º e 3º anos da Turma F, da Escola Eb1 da Torreira , dentro do Plano Nacional de Leitura  realizaram o  seguinte  trabalho:

História do “Macaco de Rabo Cortado” de António Torrado

 

Era uma vez um macaco mariola, que andava de bata e sacola como se fosse para a escola. Os rapazes troçavam dele e diziam: macaco escondido com o rabo de fora… Então ele foi ao barbeiro cortar o rabo. O macaco arrependeu-se e foi ao barbeiro de novo para este lhe devolver o rabo. Como o barbeiro não o tinha, roubou-lhe a navalha.   O macaco passou pela peixeira e deu-lhe a navalha na troca de umas sardinhas, mas arrependeu-se e logo voltou à peixeira e pediu-lhe a navalha. Depois o macaco deu as sardinhas ao padeiro. Entretanto  quis outra vez as sardinhas, mas o padeiro já as tinha comido. Então o macaco zangou-se e decidiu levar um saco de farinha.  Ao passar pela escola,  deu o saco de farinha à professora. O macaco mariola quis novamente o saco de farinha e voltou à escola, mas a professora gastou a farinha a fazer biscoitos e bolos. Ficou zangado e levou um livro. O macaco ao passar por um violeiro, deu-lhe o livro. O violeiro levou o livro para a escola.  Mas como de costume, arrependeu-se, voltou atrás e roubou-lhe a viola. O macaco fugiu e subiu  a uma árvore.  Para esquecer toda a tristeza começou a cantar e a tocar viola.

Opinião do professor:

Esta é uma história  escrita por António Torrado. Este conto tradicional, no âmbito do Plano Nacional de Leitura, leva-nos a organizar e a ensinar às crianças a pensar antes de agir. O macaco é uma personagem com dúvidas, desejos incoerentes, insatisfeito e não aceita a sua personalidade e natureza, porque ele tem um rabo comprido, depois corta o rabo e em seguida vive com tristeza de o ter cortado. Insere-se numa sociedade em mudança, com movimentos de aceitação e recusa  de desejos de beleza e de aceitação do corpo. É uma história muito actual, porque hoje numa sociedade de consumo, compramos produtos que nem sequer os queremos comprar; é a publicidade enganosa que nos leva a determinados comportamentos de consumo e até mudarmos a nossa criação humana. Qualquer criança ou adulto poderia ser o macaco da nossa história; por isso, devemos preparar as crianças para a desilusão, para os erros e ensiná-las a fazer projectos de vida. Para que não acabem a cantar em cima da árvore as suas tristezas como fez o nosso macaco. Deixo aqui algumas sugestões de explorar esta história. O macaco tem uns trajectos, que poderemos aproveitar para descrever as profissões: Barbeiro, peixeiro, padeiro, professor e o violeiro; também é um texto que pode ser trabalhado com dramatização e poderemos criar mais profissões e imaginar textos e até um final diferente para o nosso macaco. Por fim deixo a composição musical que faz um resumo do conto.

 

 

 

Música:  O Macaco de Rabo Cortado

 

Refrão                                                                                                                                                              

Mas que grande barafunda                                          Não há nada a fazer….         

E que enorme indecisão!                                              Com as tuas belas sardinhas.

Foi o bastante, acreditem,                                            Acabei de as comer

Para toda esta confusão!                                              Estão na minha barriguinha!

 

Depois disto, só vos digo                                                 Refrão                    

Fiquei muito envergonhado!                                          Usamos a tua farinha,     

A seguir ao meu orgulho,                                                 Não a posso devolver…

Passei mesmo um mau bocado.                                     Fizemos bolos e biscoitos,

                                                                                              Que acabamos de comer.  

Já estou arrependido,                                                       Tornei a levar pra a escola       

Quero o rabo outra vez.                                                   O Livro que me deixaste.        

Estou farto de ser gozado…                                              Há bocado não o querias…                         

Afinal, o que lhe fez?                                                          Agora é que te lembraste?

Refrão                                                                                 Refrão

A navalha desapareceu,                                                   Quem havia de dizer

Para dentro deste buraco…                                             Como eu sou azarado ! 

Não há qualquer solução,                                                Tudo isto aconteceu

Querido amigo macaco!                                                   Por mandar cortar o rabo. 

                                                                                                Refrão 

 

A turma F do 2º e3º anos pelo Professor Ismael Magalhães